O Plano Pecuária Moderna, lançado por entidades da agropecuária e governo do Estado, no dia (11/08/15), para desenvolver a bovinocultura de corte no Paraná, já tem ações definidas para alcançar, na prática, o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva da carne bovina no Paraná. Melhorando a eficiência, do campo ao produto final, o plano visa direcionar o setor para a carne e alta qualidade, voltada a nichos de mercado que ofereçam remuneração mais elevada. De acordo com um dos participantes da elaboração do plano, o presidente da Comissão Técnica da Bovinocultura de Corte da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) e presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Rodolpho Luiz Werneck Botelho, a principal estratégia será a difusão de tecnologia no interior, junto aos pecuaristas e profissionais que trabalham nas propriedades rurais. Ele informou que, para isso, o comitê gestor do plano decidiu criar 250 fazendas de referência – pólos que servirão de modelo para que os pecuaristas vejam como as novas técnicas funcionam na realidade da produção das várias regiões paranaenses. “Serão unidades de referência do sistema produtivo, onde será transferida esta informação, esta tecnologia, e comparada com o sistema usual do produtor”, explicou. Segundo completou, alguns criadores já se interessaram em participar da iniciativa, se dispondo a transformar suas fazendas em exemplos de sistemas modernos: “Já existem regiões que estão com propriedades pré-agendadas, onde será feito um questionário para avaliação”. Outro ponto destacado pelo presidente da Comissão Técnica da Bovinocultura de Corte são programas de capacitação. “O SENAR-PR vai fazer treinamentos para técnicos do setor, que trabalham com integração lavoura-pecuária. Os treinamentos serão modulados e começam neste ano ainda”, disse. Botelho ressaltou ainda a importância de linhas de crédito apropriadas à bovinocultura de corte. Os gestores do plano, conforme observou, também vêm mantendo contato com instituições financeiras para tratar do assunto, como numa reunião ocorrida na última segunda-feira (10/08/15): “Temos conversado com órgãos financeiros, como Caixa Econômica, Banco do Brasil e BRDE, sobre linhas de crédito específicas para o setor pecuário, com prazos condizentes com a atividade”. Para que o plano Pecuária Moderna se torne realidade, os primeiros passos, já a partir dos próximos dias, segundo antecipou Botelho, serão encontros entre os gestores da iniciativa e pecuaristas, no interior do Paraná. “O que foi decidido é que vamos ter fóruns nas principais regiões produtoras do Estado, como uma maneira de divulgar o plano e captar os produtores que queiram participar mais intensamente do projeto”, antecipou. O presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Corte da FAEP relatou ainda que, após o anúncio oficial, no dia (11/08/15), se reforçou ainda mais o clima de engajamento entre os participantes. “O que vimos, depois do lançamento, foi uma motivação muito grande, não só do governo, mas das agências, da Emater e dos produtores rurais. Estavam presentes ao lançamento produtores, sindicatos rurais e associações de classe. Acho que o plano pode dar um grande impulso no sistema produtivo, melhorando produtividade, rentabilidade, e realmente fornecendo uma carne diferenciada ao mercado”, concluiu. Plano visa modernizar um setor que se reduziu: Elaborado por diversas entidades e governo do Estado, o plano Pecuária Moderna surgiu para desenvolver a bovinocultura de corte no PR. A razão é que o setor decresceu: nas últimas duas décadas, verificou-se uma redução de rebanho, em torno de 25% (atualmente, o total, no gado de corte, gira em torno de 6,2 milhões de cabeças) e uma redução de 17% da área de pastagem (devido ao avanço das lavouras de grãos, cana-de-açúcar e reflorestamento). O déficit de bezerros é estimado em torno de 500 mil cabeças. Com ações para os próximos 10 anos, o Plano Pecuária Moderna tem como principais objetivos: melhores índices zootécnicos da produção de carne bovina no Paraná, apoio à industrialização e incentivo à comercialização.Dentro da porteira, estão em foco alguns fatores técnicos: redução de idade de abate, maior taxa de ocupação de animais nas pastagens (para fazendas que utilizam esta alternativa) e um maior número de matrizes. No abate, a meta é reduzir a média dos atuais 37 meses para 30 meses. Na taxa de ocupação, sair de 1,4 cabeça por hectare/ano para 2 cabeças por hectare/ano. Nas matrizes, se buscará uma elevação de 10% do plantel, hoje de 2,3 milhões de cabeças na bovinocultura de corte (gado geral soma mais 1 milhão de cabeças). Outro objetivo é a melhoria da qualidade da nutrição dos planteis. Na comercialização, a diretriz é buscar carne de qualidade diferenciada para mercados dispostos a pagar melhores preços, no Brasil e no mundo.
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